29 julho 2013

Ali vimos gigantes


Na vida, estamos sempre nos confrontando com gigantes. São muitos os combates que temos que combater, são muitas as lutas que precisamos travar, são muitos os problemas que precisamos resolver, são muitas as barreiras que precisamos romper, enfim, são muitos os obstáculos que precisamos ultrapassar. São gigantes que sempre estão ao nosso lado, dificultando as nossas vidas, e muitas vezes, nos fazendo parar mediante as lutas que nos são propostas – porém não devemos esquecer nem desistir de nossos ideais. Devemos fazer valer realmente a pena, todos os nossos esforços.

Nesta lição “Ali vimos gigantes”, abordaremos o Poderio de Deus e sua soberania. Comprovaremos ainda, que Ele é excelso e que está acima de todo o principado e de toda a potestade, até mesmo dos gigantes. Começaremos dando ênfase a alguns textos que nos ajudarão a explanar melhor o assunto.

Vimos em Marcos 4.35 a 41, Jesus acalmando a tempestade. Em Mateus 14.14 a 21, Jesus multiplicando os pães e os peixes, em Marcos 5.35 a 43, Jesus ressuscitando a filha de Jairo. Escolhemos texto com proporções diferentes, mas que fazem parte de nosso cotidiano e que nos ajudarão e muito a vencer os gigantes que nos cercam.

No contexto em que o Senhor Jesus acalma a tempestade, podemos testificar o seu poderio e grandeza sobre a mesma; - o mar revolto e o vento em fúria.

Para quem estava em terra firme, longe do mar, talvez este não fosse um grande problema a ser resolvido, mas para aqueles que estavam em meio o mar durante aquela tempestade, estando sujeito a naufrágio, a situação era bem diferente. Os discípulos que ali estavam, ficaram todos apavorados, trêmulos de medo – aquela situação era realmente apavorante; aquele mar bravo com todas aquelas ondas fortes, levando o barco de um lado para o outro; todo aquele vento, trovões e raios era, sem dúvida, algo muito assustador. Os discípulos tiveram sim, motivos de sobra para temerem. O problema é que eles se esqueceram de algo muito importante que jamais, em momento algum de suas vidas, deveriam ter esquecido – acontece que o Rei dos reis e Senhor dos senhores, aquele que é Todo Poderoso estava ali, bem ali ao lado deles todo o tempo. Não precisavam temer; não se fazia necessário gritarem, mas sim, precisava-se tão somente dizer a ele: - Agora é contigo, entregamos em tuas mãos, resolve, providencia por nós; pois acreditamos em Ti e sabemos que nunca estamos sós.

Estas sim, deverão ser as palavras de um verdadeiro discípulo de Jesus, sempre confiantes e destemíveis.

Se o mar de sua vida estiver muito agitado, prestes a se tornar um vendaval, não penses que estás sozinho; porque Jesus nunca nos deixa sozinho. Nós às vezes, é quem esquecemos dEle; que Ele está bem ao nosso lado, pronto para acalmar o mar por mais bravo que ele esteja – Porque o Senhor é excelso e soberano e está acima de todos os gigantes da Terra.

Quando o Senhor estende as suas mãos e com voz imperativa declara: - Acalma-te e aquieta-te, a bonança tem que acontecer, porque é impossível que não aconteça segundo uma palavra Sua. - Nunca esqueça que a vida é uma escola e que estamos sempre aprendendo com os acertos e com os erros. Se você tem acertado, parabéns! Continue assim. Mas se você errou, não se preocupe, tente de novo e desta vez, acerte: - Chame por Jesus.

Existe algo muito importante que precisamos fazer quando a situação parecer impossível: não temer e crer, foram as palavras de Jesus a Jairo – um dos principais da Sinagoga. Mediante a sua situação, que sem dúvida alguma, era extremamente difícil de ser resolvida; por se tratar de uma vida (sua filha) que acabara de expirar. Ora, entendemos que a morte é o fim de toda a esperança depositada em alguém, ou em alguma coisa. Por isso o ditado: “Enquanto há vida, há esperança”, e ainda: “Existe jeito para tudo, só não para morte” (outro ditado popular). Mas a verdade é que ainda existe uma esperança para tudo e todos, inclusive para a morte, pois não devemos nos esquecer que Jesus já a venceu lá na cruz do calvário.

Disse-lhe Jesus: - Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá. João 11.25

O que quero dizer é que o Senhor Jesus trabalha de um a forma misteriosa. E não cabe a nós ficarmos nos perguntando como e quando vai acontecer o milagre, mas tão somente crer que acontecerá. Foi isso o que Jesus disse a Jairo: - Não temais, crê somente. Em outras palavras, Ele disse: - Não te preocupes, porque Eu realizarei o milagre, ainda que sua filha esteja morta, Eu a farei viver novamente.

Você sabia que muitas vezes desobedecemos a Deus, não acreditando em seu poderio, não acreditando em sua provisão e não acreditando no que Ele pode fazer por nós. Quantas e quantas bênçãos já deixamos de receber, e quantos milagres o Senhor já deixou de operar por nossa falta de fé.

Você sabia que nas igrejas existem muitos incrédulos? Bom, mas esta é uma outra história e não cabe a nós julga-los. O que queremos de fato é tão somente abrir os olhos de todos os filhos de Deus para que vejam a chuva além das nuvens, para que acreditem no milagre, ainda que o mesmo pareça impossível.

A filha de Jairo, a qual se encontrava morta, pôde voltar a viver, porque Jairo, seu pai, acreditou nas palavras de Jesus, e o Senhor realizou o milagre que parecia impossível de ser realizado.

Acredite você também que Jesus pode operar o milagre na sua vida, que pode resolver o teu problema por maior que seja – e não esqueça uma esperança para tudo e todos, inclusive para a morte.

Lembre-se que Jesus é a esperança para nossas vidas e que sempre estará conosco – Eis que Estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Mateus 28.20b. Veja bem, esta é uma promessa de Deus a nós, e não é uma promessa qualquer; esta foi o Senhor Jesus quem a fez, por isso, devemos dar toda credibilidade a esta palavra; pela presença constante e permanente de Deus em nossa vida.

Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria. Salmos 68.3

    Seguiremos agora o texto de Mateus 14.14,21, aonde vimos o Senhor Jesus operando grandes maravilhas no meio de uma multidão de quase cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças, suprindo suas necessidades.
    No mesmo encontraremos fatores de valores inestimáveis e de proporções singular.

    Mas antes vamos fazer uma contextualização do texto referente:

1.    Era Grande a multidão que seguia Jesus; só os homens eram aproximadamente cinco mil; quanto às mulheres e crianças, não sabemos por certo – lembrando que estamos fazendo apenas uma racionalização sobre a quantidade de pessoas ali presentes. Quanto às crianças, raramente andariam sozinhas, por isso, imaginamos que estavam acompanhadas respectivamente por suas mães ou familiares. Ainda imaginamos que todas as mulheres ali presentes, casadas ou não, tivessem pelo menos, três filhos. Obtendo assim, aproximadamente, dez a treze mil pessoas ao todo (deixamos bem claro, que este total é apenas um resultado imaginário – pois ninguém é capaz de afirmar o certo, ou seja, a quantidade exata.).

2.    Havia na multidão velhos, senhores não tão velhos, mulheres e crianças. E no meio deles, tinham muitos enfermos. Há a hipótese também de que algumas mulheres poderiam estar grávidas e de que muitos estivessem cansados pelo fato de terem andado muito; pois muitos vinham de longe afadigados do sol e insaciados de água e pão.

3.    O lugar onde estavam era deserto e já era tarde, perto de anoitecer.

4.    O que tinham para comer eram apenas cinco pães e dois peixes.

Veremos agora alguns atributos de Jesus para abençoar a multidão:

1.    Ele não se restringiu pela falta de recursos da multidão, antes, a fez prosperar.

2.    Ao ver a multidão, sentiu uma íntima compaixão por ela, demonstrando seu interesse em ajudar e em servir quando mais ninguém teve o mesmo sentimento.

3.    Ele operou milagres curando os enfermos.

4.    Ele operou milagres suprindo suas necessidades.

Algumas coisas que você precisa saber:

1.    Às vezes, nos confrontam problemas de grandes proporções e de solução impossível – humanamente falando.

2.    Jesus é suficientemente capaz de resolver nossos problemas sobre a condição de que lhe entreguemos nossos recursos limitados, e sobre a condição de que lhe obedeçamos sem questionar.

3.    Para que algo aconteça em nossas vidas, é necessário termos fé.

Entre tantos textos, este, sem dúvida, é o que mais nos fala ao coração acerca de providência Divina, de como o Senhor Jesus manifestou o seu Poder para ajudar toda aquela gente, mediante as circunstâncias tão difíceis a serem resolvidas.

Muitos fatos importantes de bastante valor encontramos aqui. São as muitas formas de Jesus operar e as condições para que Ele opere. Vimos no contexto que a multidão que ali estava tinha várias necessidades a serem supridas; inclusive a de ser alimentada, a qual parecia ser impossível que viesse acontecer – afinal de contas, todo o alimente que tinham era, senão, cinco pães e dois peixes. Enquanto à multidão, segundo a nossa racionalização, era de aproximadamente dez a treze mil pessoas. Ora, como alimentar uma multidão de aproximadamente dez mil pessoas com cinco pães e dois peixes? Temos que conveniar que o milagre que Jesus operou foi extraordinariamente maravilhoso, em fazer com que os pães e os peixes se multiplicassem de forma milagrosa – podendo assim, alimentar toda aquela gente; sobrando ainda dos pães e peixes, doze cestos cheios.

Para Jesus operar tal milagre, não fora tão difícil, simplesmente levantou o cesto onde estavam os pães e os peixes para o Céu, e, em seguida, os abençoou dando graças e logo se multiplicaram. E todos comeram até saciarem-se.

O que aprendemos de valor?!

Com tantas necessidades que temos a serem supridas, e vendo como o Senhor Jesus operou o milagre manifestando o seu poder, suprindo as necessidades de toda aquela multidão; sentimos uma grande paz no coração e um grande regozijo, na “esperança” de que as nossas também serão supridas por Ele.

Quanto à condição para que o milagre aconteça, é imprescindível que O obedeçamos sem questionar. No contexto, vimos o Senhor aplicando algumas ordens, que, por sua vez, foram obedecidas. Vejamos: - Nos versículos 18 e 19, encontramos três vozes imperativas – na primeira, Ele disse: “Trazei-mos aqui”, referindo-se aos pães e aos peixes, e os discípulos os entregaram, obedecendo a sua ordem sem questionar.

Já na segunda, a ordem foi para a multidão, mandando que se assentassem sobre a erva, e a multidão, por sua vez, obedeceu a voz do Mestre sem questionar.

Na terceira, dirigiu-se novamente aos discípulos, dando-lhes os pães e os peixes para que servissem à multidão. E eles novamente, obedeceram sem questionar.

Note que para o Senhor Jesus operar o milagre, é imprescindível que o obedeçamos.


E se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. João 15.07 

Por: Evangelista Carlos Mágno Barros Borges

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