trabalho pedagógico emancipador
e à sua gestão democrática.
Era uma vez...
...um artesão do interior
do nordeste brasileiro que criava obras de arte em seu ateliê. Era muito
conhecido pela originalidade e beleza de suas obras. Um dia, um visitante,
entusiasmado com a beleza das criações do artista, perguntou curioso:
“Como é que você consegue
criar obras tão maravilhosas e belas?”
O artesão, desafiado a
dar o testemunho de seu trabalho, com brilho nos olhos, respondeu:
“Eu olho a pedra, eu admiro a pedra, eu falo
com a pedra, eu acaricio a pedra e acabo tirando de dentro da pedra o que a
pedra quer dizer”.
O artista, com sua
sensibilidade desenvolvida, oferece sua mediação para deixar a “pedra dizer o
que ela que dizer”. Ele não faz da pedra o que ele quer, mas, no diálogo com a
pedra, apoia a pedra para que ela possa ser o que ela quer. Ele não é o senhor,
o dominador, o impostor, o delapidador da pedra, para quebrá-la, mutilá-la,
arrancando dela tudo o que não corresponde à fôrma, modelo ou padrão, que ele
lhe quer impor. Se agisse assim não seria um artista, suas obras não seriam
arte, pois teria desossado a obra da sua essencialidade, que é a originalidade,
a surpresa, o inesperado.
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